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Árvore da vida

Para encontrarmos a primeira gota de azeite, teríamos de viajar no tempo até ao Neolítico, altura em que o Homem aprendeu a extrair o azeite das azeitonas.

A oliveira, árvore de baixa estatura que era venerada por diversos povos e facilmente encontrada na zona do Mar Mediterrâneo, é o verdadeiro berço do azeite.

Já em 1500 a.c., o comércio do azeite de oliva prosperava na Ilha de Creta pelas mãos da civilização minoana. Por sua vez, os Gregos, que possivelmente herdaram dessa mesma civilização as técnicas de cultivo da oliveira, associavam esta árvore à força e à vida.

São muitas as referências a esta árvore e aos seus frutos, as azeitonas, em relatos de acontecimentos na Grécia antiga. Tal como em Roma, onde os descendentes dos deuses fundadores da cidade viram a luz do dia pela primeira vez sob os galhos de uma oliveira.

Mas tal como já referimos, as oliveiras existiam há muito tempo. Descobertas de vestígios fossilizados de oliveiras na zona da actual Itália e no norte de África, com idade superior a 6 mil anos mostram-nos isso mesmo.

O sucesso desta árvore torna-se evidente quando falamos da sua longevidade. Actualmente existem oliveiras na Palestina com idades estimadas de mais de 2500 anos.

Cultivo e apanha da azeitona

Pensa-se que o cultivo da oliveira terá começado na época do Paleolítico Superior, na região da Ásia Menor, mas por volta de 3.000 a.c. esta era já cultivada por todo o “Crescente Fértil” (região do médio oriente). A sua expansão pela Europa deveu-se essencialmente aos Gregos e Romanos, verdadeiros apreciadores e produtores de azeite, peritos a descobrir-lhe aplicações.

Mais tarde a cultura da oliveira foi-se espalhando pela bacia mediterrânica, através das expedições marítimas dos portugueses, acabando por chegar às Américas.

Hoje em dia a oliveira marca presença um pouco por todo o mundo, desde que as condições climatéricas lhe sejam favoráveis.

Árvore de porte médio e de crescimento lento, entrando em produção apenas a partir do quinto ano, a oliveira raramente atinge os seis metros de altura, alcançando o pleno desenvolvimento aos 20 anos. Embora bastante resistente, esta árvore desenvolve-se em clima seco e solarengo, dificilmente suportando temperaturas inferiores a 12º C.

O aperfeiçoamento das características da oliveira foi sendo conseguida ao longos dos tempos, até se obter a árvore que todos conhecemos hoje, denominada de oliveira cultivada.

A colheita da azeitona começou por ser feita à mão. Os homens subiam às árvores e soltavam as azeitonas que iam caindo para dentro dos cestos das mulheres que os seguravam cá em baixo.


Outro método utilizado na apanha da azeitona era o uso de varas que acabava por danificar a oliveira e as próprias azeitonas. Depois, apareceu um gancho que ajudava a puxar as azeitonas, mas a grande revolução foi com o aparecimento de máquinas que fazem vibrar as árvores, libertando as azeitonas.

Em média, uma oliveira dá 20 Kg de azeitonas, sendo necessários cerca de 5 a 6 Kg para produzir 1 l de azeite.